terça-feira, 7 de maio de 2013

Formação Eucaristica

                                        

  • Origem
A celebração eucarística tem sua origem na última ceia de Jesus. No contexto da ceia pascal dos judeus, Jesus antecipa o dom total de si mesmo em sacrifício de redenção e institui o memorial da Nova Aliança. Jesus realiza ritualmente, isto é, por meio de rito, o que vai realizar na realidade (morte na cruz).
A ceia pascal dos judeus recordava o acontecimento mais importante do Antigo Testamento, ou seja, a saída do povo da escravidão do Egito e a entrada na terra prometida. Essa recordação se fazia por meio de um banquete (ceia pascal) no qual se consumiam ervas amargas, pão e o cordeiro, e se bebia vinho.
  • A instituição
Jesus convida seus discípulos para a ceia pascal e introduz aí um elemento novo: ele toma o pão, dá graças a Deus, parte o pão e o entrega a seus discípulos, dizendo: “ISTO É O MEU CORPO QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS. Façam isto em memória de mim”. Depois, toma o cálice com vinho, dá graças a Deus e entrega o cálice aos discípulos, dizendo: “ESTE CÁLICE É A NOVA ALIANÇA NO MEU SANGUE. Todas as vezes que beberem dele, façam isto em memória de mim”.
Analisando a instituição da eucaristia, encontramos quatro verbos que Jesus utiliza e que constituem hoje a estrutura fundamental da celebração eucarística: tomardar graças a Deus,partir e dar.
Vejamos a que partes da missa corresponde cada um desses quatro verbos:
Tomar = apresentação das oferendas
Dar graças = oração eucarística
Partir = fração do pão
Dar = comunhão.
Este é o núcleo fundamental da celebração eucarística, desde a origem.
  • Duas mesas
No evangelho segundo Lucas, encontramos o episódio dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-33). Nesse relato é possível perceber que ao lado da mesa eucarística já havia a mesa da palavra. Temos, portanto, os traços principais da atual celebração eucarística:
1ª parte: Lucas 24,25: Jesus cita e explica as Escrituras (mesa da palavra).
2ª parte: Lucas 24,30: Jesus toma o pão e o abençoa, depois o parte e o distribui a eles (mesa da eucaristia).
Uma passagem dos Atos dos Apóstolos mostra como no tempo dos apóstolos já se abria espaço para a palavra de Deus, ao lado da fração do pão. Podemos dizer que são os rudimentos do que chamamos atualmente de mesa da palavra.
“No primeiro dia da semana (domingo), estávamos reunidos para a fração do pão. Paulo, que devia partir no dia seguinte, dirigia a palavra aos fiéis, e prolongou o discurso até a meia-noite. Havia muitas lâmpadas na sala superior, onde estávamos reunidos (...) Depois subiu novamente, partiu o pão e comeu. Ficou conversando com eles até a madrugada, e depois partiu” (At 20,7-8.11).

Significados e consequências:
  • Ação de Graças
A palavra eucaristia vem da língua grega e significa agradecimento, ação de graças, reconhecimento. É a resposta que brota espontânea do ser humano diante das manifestações de Deus na criação e na história humana.
Quando ganhamos um presente, é natural expressarmos nossa gratidão a quem nos presenteia. Para isso usamos a criatividade: um “obrigado”, um “Deus lhe pague”, um abraço, um sorriso, um telefonema, uma lembrancinha etc.
Viver em ação de graças implica oferecer ao Pai, por Cristo, as coisas criadas e a própria pessoa. É o que Jesus realiza de modo ritual na última ceia, e de modo real na cruz: entrega ao Pai sua vida em sacrifício infinito pela salvação de toda a humanidade.
Para nós, o que significa tomar parte no banquete eucarístico? Significa render graças a Deus por tudo e com tudo.
Por tudo: a vida, a religião, nossa família, a fé em Deus, o ar que respiramos, o sol, a chuva, os alimentos que nos sustentem, as flores, os animais etc. Na celebração eucarística, o pão e o vinho, frutos da terra e do trabalho humano, simbolizam todos os bens da criação.
Com tudo o que somos e temos, isto é, nossas habilidades pessoais, dons, saúde, disposição etc. Deus não precisa de coisas materiais. Ele espera a oferta do nosso ser.
Jesus entregou ao Pai o que possuía de mais precioso, a sua própria vida. Também nós devemos fazer oferta de nossa vida ao Pai, por Cristo, com Cristo e em Cristo.
  • Memorial (fazer memória)
Ao celebrar a última ceia com seus discípulos, Jesus tomou o pão e o vinho, rendeu graças e disse que aqueles elementos eram seu corpo e seu sangue, oferecidos em favor do povo. Em seguida acrescentou: “FAÇAM ISSO EM MEMÓRIA DE MIM”.
Fazer memória da páscoa de Cristo significa TORNAR PRESENTE o ato salvador de Cristo. Revivemos na fé o acontecimento de sua paixão, morte e ressurreição, atualizando-o e tornando-nos participantes dele.
Ao celebrar a eucaristia, não comemoramos algo perdido no passado, ou um fato que ficou apenas na lembrança, mas, proclamamos, aqui e agora, a salvação de Deus aplicada à história presente e futura: “Todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha” (I Cor 11,26).
Portanto, para nós, assim como para os judeus, o memorial tem três direções: olha para opassado, mas projetando-o para o futuro, com a espera do fim dos tempos, e sentindo que o acontecimento histórico (passado) e o futuro se concentram no hoje da celebração.
Aplicando, mais uma vez, esse conceito à eucaristia, temos o seguinte: a eucaristia é um fato passado (morte e ressurreição de Jesus), que se torna presente para nós, aqui e agora (celebração eucarística) e nos projeta para o futuro (o reino de Deus não está concluído, mas vai se construindo até que todos cheguem à plena comunhão com Deus e com os irmãos).
  • Sacrifício
Na última ceia, Jesus tomou o pão, rendeu graças e o deu a seus discípulos como seu corpo oferecido em sacrifício, para que dele comessem. E pegando uma taça com vinho disse-lhes: “Bebeis dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que será derramado por muitos para remissão dos pecados” (Mt 26,28).
Esses gestos tinham clara intenção de substituir o cordeiro da páscoa dos judeus.
O sacrifício de Jesus não é algo que se reduz aos seus últimos momentos de vida terrena, ou seja, sua paixão e morte. Toda a sua vida foi uma imolação constante. Jesus não buscou seus próprios interesses, mas procurou sempre fazer a vontade do Pai.
Sua vida foi uma contínua doação em favor do povo, principalmente das pessoas necessitadas. Sua vida de total entrega culmina com a morte na cruz. Sua paixão e morte são o coroamento de toda a sua vida doada: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).
  • Assembléia
É no meio da Igreja que o sacrifício de Cristo se torna presente. Igreja é palavra de origem grega, que significa assembléia, comunidade do povo, convocada e reunida por Deus.
Desde o início da Igreja os escritos do Novo Testamento falam da eucaristia como reunião da comunidade (assembléia).
A assembléia cristã, portanto, é uma comunidade que celebra e no meio da qual desde o primeiro momento está presente Cristo, o Senhor.
Quem faz parte da assembléia? Todos os fiéis que se reúnem para celebrar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, o povo e os ministros, incluindo-se o ministro ordenado a quem cabe presidir a eucaristia.
  • Refeição
A missa é uma refeição, um banquete, uma festa. Quem faz o convite é Deus Pai. A convocação é dirigida a nós, filhos e filhas, com a finalidade de nos alimentar com sua palavra e com o corpo e sangue do seu Filho Jesus.
O banquete eucarístico supõe, portanto, a presença de convidados (assembléia) e alimento (pão e vinho, corpo e sangue do Senhor). Sendo o banquete eucarístico uma festa, há também a necessidade de participação externa e da participação interna da assembléia.
Constituem elementos da participação externa os movimentos, as palavras, as aclamações, os cantos, as orações, o toque, os sinais, o abraço da paz etc. Ao passo que a participação interna é a predisposição de cada membro da assembléia, sua vontade de estar ali com os irmãos, consciente do que vai celebrar. A participação interna começa antes que a pessoa entre na Igreja para a celebração.
  • Comunhão
           Comunhão quer dizer comunicação. Mas significa também intimidade (comum união). Quando vamos receber a comunhão (a hóstia consagrada) estabelecemos uma comunhão com Jesus e com os irmãos e irmãs. Portanto, receber a comunhão não é simplesmente receber e ingerir um pedaço de pão consagrado (Corpo de Cristo). Esse gesto significa que o fiel está em comunhão com o corpo de Cristo. Ora, o corpo de Cristo é a Igreja. Em outras palavras, somos nós. Portanto, comungar o corpo de Cristo é estar em harmonia e paz, não só com Jesus, mas também com todos os filhos e filhas de Deus. Quem tem ódio contra alguém deverá reconciliar-se antes de comungar. Ódio e comunhão não combinam.
  • Compromisso social
A celebração eucarística não é um ato fechado em si mesmo. Ela é aberta para fora, para a realidade do mundo que nos cerca. Por isso a missa se expande, se prolonga para além da própria missa. A missa não pode estar fora da realidade que envolve o povo. Aliás, cada pessoa, ao participar da missa, leva consigo sua realidade (sua situação familiar e pessoal, a situação do povo, suas dificuldades, alegrias e angústias...).
Levamos a realidade para a celebração, e levamos a força da celebração para a realidade. Deste modo, fazemos a união da fé com a vida.
Portanto, enquanto houver irmãos passando fome, nós cristãos não podemos cruzar os braços, não podemos celebrar e ficar acomodados. Justamente porque a celebração nos empurra para a ação. Ação transformadora da sociedade. Nesse sentido dizemos que a celebração eucarística é compromisso social.
  • Gratuidade
Gratuidade vem da palavra latina grátis, de graça. A eucaristia pede que sejamos gratuitos, generosos, acolhedores, sem preconceitos. Essa gratuidade se manifesta na celebração e além da celebração. Por isso, quando vamos participar da eucaristia, não convém ficarmos controlando o relógio, achando que tudo está pesado, cansativo, sem interesse. Se isto for verdade, alguma coisa está errada e é necessário corrigir.
É verdade que por vezes nossas celebrações ainda são feitas com muito palavreado. Vamos dar espaço para a Palavra de Deus e diminuir as nossas palavras! Vamos dar preferência para externar nossa fé através do canto e dos gestos simbólicos e manter as palavras indispensáveis para bem celebrarmos. É uma saída para se evitar que a celebração seja enjoativa.
Ser gratuito, durante a celebração, é deixar-se embalar pelo Espírito Santo, o liturgo (celebrante) por excelência. É seguir as inspirações que nos vêm da Palavra, dos símbolos, dos gestos simbólicos. Ser gratuito na celebração é fazer bom proveito de algum fato novo, que não estava previsto no roteiro, mas que nos ajuda a celebrar melhor.
  • Conclusão
A partir dessas breves noções a respeito da Eucaristia, cada um de nós é convidado a ser eucaristia viva nas estradas do mundo. Que quer dizer eucaristia viva? É a pessoa que tem um coração aberto, generoso, compassivo, cheio de bondade e misericórdia, igual a de Jesus. É a pessoa que se preocupa com os irmãos e irmãs, principalmente os mais necessitados de socorro material e espiritual.
SER EUCARISTIA VIVA É SER O PRÓPRIO JESUS PRESENTE E DINÂMICO, HOJE, NO MEIO DA HUMANIDADE.

Dogmas Marianos


Dogmas são verdades de fé. Referente a Maria, a Igreja Católica afirma quatro dogmas:

1 - Maternidade Divina

Dizer que Maria é Mãe de Deus significa que ela não é somente Mãe de Jesus, que se fez homem para nos salvar da morte pelo pecado, mas é também Mãe de Deus, o Filho. Sendo Jesus também Deus, fica fácil entender este dogma.
O dogma da Maternidade Divina se refere a que a Virgem Maria é verdadeira Mãe de Deus. Foi solenemente definido pelo Concílio de Éfeso (431 d.C.). Algum tempo depois, foi proclamado por outros Concílios universais, o de Calcedonia e os de Constantinopla. O Concílio de Éfeso, do ano 431, sendo Papa São Clementino I (422-432) definiu: "Se alguém não confessar que o Emanuel (Cristo) é verdadeiramente Deus, e que, portanto, a Santíssima Virgem é Mãe de Deus, porque pariu segundo a carne ao Verbo de Deus feito carne, seja anátema." O Concílio Vaticano II faz referência ao dogma da seguinte maneira: "Desde os tempos mais remotos, a Bem-Aventurada Virgem é honrada com o título de Mãe de Deus, a cujo amparo os fiéis acodem com suas súplicas em todos os seus perigos e necessidades". (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 66).
Maria não gerou Deus Pai, o criador do céu e da Terra, mas gerou Jesus, filho de Deus, e o próprio Cristo diz: “Eu e o Pai somos um.” (Jo 10,30).

2 - Virgindade Perpétua

Jesus foi concebido no seio da Virgem Maria Pelo poder do Espírito Santo, sem a intervenção do homem. Ele é Filho do Pai celeste, segundo sua natureza divina, e Filho da Virgem Maria segundo sua natureza humana. Maria permaneceu virgem ao conceber Jesus, ao dar a luz, ao alimentá-lo no seu seio, Virgem sempre (Santo Agostinho, Bispo de Ipona século III). Portanto quando os Evangelhos falam de "irmãos e irmãs" de Jesus, trata-se de parentes próximos, segundo uma expressão usada na Sagrada Escritura. Texto tirado do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica nº 98-99.
O Dogma da Perpétua Virgindade se refere a que Maria foi Virgem antes, durante e perpetuamente depois do parto. "Ela é a Virgem que conceberá e dará à luz um Filho cujo nome será Emanuel" (Cf. Is., 7, 14; Miq., 5, 2-3; Mt., 1, 22-23) (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 55 - Concílio Vaticano II). "O aprofundamento da fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria inclusive no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo "longe de diminuir consagrou a integridade virginal" de sua mãe. A liturgia da Igreja celebra a Maria como a 'Aeiparthenos' a 'sempre-virgem'." (499 - catecismo da Igreja Católica). 

3 - Imaculada Conceição

O Dogma da Imaculada Conceição estabelece que Maria foi concebida sem mancha de pecado original. O dogma foi proclamado pelo Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1854, na Bula Ineffabilis Deus. "Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, foi por singular graça e privilégio de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original, foi revelada por Deus, portanto, deve ser firme e constantemente crida por todos os fiéis."

4 - Assunção


O dogma da Assunção se refere a que a Mãe de Deus, ao cabo de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial. Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, no dia 1 de novembro de 1950, na Constituição Munificentissimus Deus: "Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu". Agora bem, por que é importante que os católicos recordemos e aprofundemos no Dogma da Assunção da Santíssima Virgem Maria ao Céu? O Novo Catecismo da Igreja Católica responde à esta interrogação: "A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos"(966).

O que são dogmas?


Os dogmas não são grades que impedem o caminhar dos teólogos, ao contrário, são luzes no caminho de nossa fé que o iluminam e tornam seguro. Eles são para o povo de Deus como os trilhos são para um trem; são vínculos que dão ao veículo segurança e possibilidade de ir muito longe. O que seria do trem se saísse dos trilhos?

Não mais do que 14 vezes um Papa proclamou um dogma de fé; isto em 21 séculos de vida da Igreja. Mas há muitas outras verdades da fé, que não foram definidas explicitamente como dogmas por um Papa, mas que são também dogmáticas. Todos os doze Artigos do Credo são dogmas de fé; ele é o “Símbolo dos Apóstolos” e resume as verdades básicas da fé cristã que há 2000 anos a Igreja ensina. 

O Dogma é uma verdade Revelada por Deus, e proposta pela Igreja à nossa fé e à nossa conduta. E como algo revelado por Deus, e compreendido pela Igreja, é imutável. Podemos aperfeiçoar o entendimento da verdade revelada, mas nunca destruí-la ou negá-la. O Dogma pode estar contido na Bíblia ou na Tradição apostólica que não foi escrita, mas que tem para a Igreja o mesmo valor de Revelação da Bíblia; por exemplo, o Credo como é rezado não está na Bíblia, mas veio da Tradição. 

Jesus deixou a Igreja com a incumbência infalível de fazer este discernimento, a fim de nos mostrar e conduzir, sem erro, ao caminho da salvação. Pouco adiantaria Jesus deixar na terra o “depósito da fé”, ou, como chamava São Paulo, “a sã doutrina”, se não deixasse também uma guardiã infalível da mesma.
A Revelação de Deus ensina que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4); mas, onde está esta “Verdade” que salva? O mesmo São Paulo responde: “A Igreja é a coluna da verdade” (1Tm 3, 15). É por isso que a Igreja afirma sem dúvida, várias vezes, no Catecismo, a sua infalibilidade naquilo que é essencial em termos de fé e moral.

Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos Apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade. “Goza desta infalibilidade o Papa quando, na qualidade de pastor supremo de todos os fiéis, e encarregado de confirmar seus irmãos na fé proclama, por um ato definitivo, um ponto de doutrina apenas sobre à fé e aos costumes… A infalibilidade prometida à Igreja reside também no corpo episcopal quando este exerce seu magistério supremo em união com o sucessor de Pedro”, sobretudo em um Concílio Ecumênico (LG 25).

Os dogmas sobre Deus garantem que Ele existe, que é único, mas são Três Pessoas divinas formando um só Deus (Pai e Filho e Espírito Santo), com igual poder e majestade; que
Ele é eterno, onipotente, onipresente, onisciente, amor e misericórdia, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis; tudo o que existe foi criado por Deus. 

Os dogmas sobre Jesus Cristo afirmam que Ele é o Filho Único de Deus; verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus (possui duas naturezas: humana e divina); cada uma das duas naturezas em Cristo possui uma vontade e uma operação própria. Cristo se ofereceu em sacrifício na Cruz para resgatar a humanidade separada de Deus pelo pecado. Ao terceiro dia depois de sua morte, ressuscitou glorioso dentre os mortos e subiu em corpo e alma aos céus e está “sentado” à direita de Deus Pai.
Sobre o mundo, os dogmas dizem que tudo do que existe foi criado por Deus a partir do nada. O mundo é temporal, um dia vai terminar. Deus o conserva pelo Seu poder e bondade. 

Sobre a pessoa humana, os dogmas garantem que ela é formado de corpo material e alma espiritual e imortal criada por Deus no momento da concepção, à sua imagem e semelhança. O pecado de Adão (original) se propaga a todos os seus descendentes por geração e não por imitação. O homem caído não pode redimir-se a si mesmo; precisa de um Salvador, Jesus Cristo. 

Sobre a Virgem Maria os dogmas dizem que Ela é Imaculada, isto é, foi concebida sem o pecado original, e nunca teve qualquer pecado pessoal; é Mãe de Deus feito homem; foi para o Céu em sua Assunção, de corpo e de alma, após o término de sua vida na terra. É Virgem perpétua: antes do parto, durante o parto de depois do parto de Jesus Cristo. 

Sobre o Papa e a Igreja os dogmas ensinam que a Igreja foi fundada por Jesus Cristo, que constituiu São Pedro como o primeiro Papa e cabeça visível da Igreja, conferindo-lhe pessoalmente o primado de jurisdição. O Papa possui o pleno e supremo poder sobre a Igreja, não somente nas coisas da fé e da moral, mas também na disciplina e no governo da Igreja. Ele é infalível sempre que define uma verdade de fé ou de moral. A Igreja é infalível quando define com o Papa alguma matéria de fé e de costumes. 

Os dogmas sobre os Sacramentos, afirmam que Cristo instituiu sete Sacramentos: Batismo, Crisma, Confissão, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos. A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo pelo Sacramento da Confissão. Cristo está presente na Eucaristia pela transubstanciação de toda a substância do pão e do vinho. 

Os dogmas sobre os últimos acontecimentos afirmam que existe a vida eterna, o Céu, o Inferno e o Purgatório, o fim deste mundo e a segunda vinda de Cristo, a ressurreição dos mortos no último dia e o juízo universal. 

Atividades para Coroinhas III


Complete:

1 – Os livros que formam o Pentateuco são: Gênesis, Êxodo, ___________, Números e Deuteronômio.

– O antigo testamento é composto por: Pentateuco, ______________, Livros Sapienciais e Livros Proféticos.

3 – Os Livros sapienciais são: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, ______________, Sabedoria e _________.

4 – Mateus, _________, __________ e João formam o grupo dos evangelistas encontrados na Bíblia.

5 – Advento, Tempo do Natal, Tempo Comum, ____________ e Tempo Pascal formam os ano litúrgico.

6 – Os sacramentos são divididos em três tipos: Iniciação cristã, cura e ___________.

7 – Os sete sacramentos são: Batismo, Crisma (Confirmação), ___________, Penitência (Confissão), Unção dos Enfermos, __________ e Matrimônio.

8 – Os dez mandamentos são:

1º - Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
2º - _____________________________________________________.
3º - Guardar Domingo e Festas.
4º - Honrar pai e mãe.
5º - __________________.
6º - __________________.
7º - Não furtar.
8º - Não levantar falso testemunho.
9º - _________________________.
10º - Não cobiçar as coisas alheias.  

– Os cinco mandamentos da Igreja são:

1º - Participar da Santo aos Domingo e dias santos de guarda.
2º - _____________________________________________.
3º - Comungar, ao menos, pela Páscoa da Ressurreição.
4º - Jejuar e abster-se de carne, conforme orientação da Santa Igreja.
5º - _____________________________________________.

10 – Os três graus da ordem são: diaconato, ____________ e episcopado. 

11 – As cinco insígnias do Bispo são: mitra, __________, anel, cruz peitoral e ____________.

12 – Os paramentos que o sacerdote utiliza na celebração da Santa Missa são: túnica (alva), _________ e casula.

13 – As dez comunidades de nossa paróquia são: N. Sra. da Conceição (Matriz), Santo Aleixo, ____________, São José, ___________, N. Sra. de Fátima, São Francisco, São Jorge, ___________ e Santa Clara.

14 – A missa é dividida em: Ritos iniciais, ______________, Liturgia Eucarística e ______________.

15 – Deve ser encontrado sobre o presbitério: ambão, altar, mesa da Palavra e _____________.

16 – Os Apóstolos são: Pedro, André, ________, Tiago (filho de Zebedeu), Mateus, Judas, Felipe, ________, Simão, Bartolomeu, Tiago (filho de Alfeu) e ___________.

Atividades para Coroinhas II


1 – Escreva o nome de cada peça sacra ou objetos destinados às celebrações litúrgicas desenhadas neste documento:
















































































































Atividades para Coroinhas I

1 - O mesmo que Âmbula;
2 - Recipientes que contém água e vinho para Missa;
3 - Livro usado pelo Padre para celebração eucarística;
4 - Pqueno prato, geralmente de metal, que contém a hóstia durante a Missa;
5 - Estante de onde é proclamada a Palavra de Deus;
6 - Livro litúrgico que contém as leituras da Missa;
7 - Cartão quadrado, revestido de pano, utilizado para cobrir o cálice e proteger a hóstia;
8 - Utensílio que serve de suporte para vela;
9 - Junto com o vinho, é apresentado ao altar, e se torna Corpo de Cristo;
10 - Pano retangular que o Padre utiliza para secar o cálice após a comunhão;
11 - Objeto no qual se consagra o vinho;
12 - O mesmo que píxide;
13 - Pequeno estojo de metal, pelo qual se leva a eucaristia aos enfermos;
14 - Pedaço de pão não fermentado, usado na Missa para a comunhão do padre;
15 - Pequeno pedaço de pão sem fermento que o padre consagra para comunhão dos fiéis;
16 - O mesmo que cibório;
17 - Toalha que o padre utiliza para secar aos mãos ao fim do ofertório;
18 - Mesa fixa ou móvel destinada a celebração eucarística;
19 - É ofertado ao altar e consagrado em Sangue de Cristo;
20 - Tecido quadrado sobre o qual se depõem o cálice com vinho e a patena com a hóstia;
21 - Mistura-se, em pequena quantidade, com o vinho;

RESPOSTAS DA CRUZADA
1 - Cibório
2 - Galhetas
3 - Missal
4 - Patena
5 - Ambão
6 - Lecionário
7 - Pala
8 - Castiçal
9 - Pão
10 - Sanguíneo
11 - Cálice
12 - Âmbula
13 - Teca
14 - Hóstia
15 - Partícula
16 - Píxide
17 - Manustérgio
18 - Altar
19 - Vinho
20 - Corporal
21 - Água